21 de ago de 2007

Comigo



Dessa vez, não nos afogamos em lágrimas na hora da partida.
Sequer antecipamos a dor de nos perdemos um do outro mais uma vez, chorando baixinho sobre o travesseiro.
Não fui até seu quarto escondida para velar seu sono e sussurrar que lhe amava.
Nem precisei fugir do seu verde olhar para que você não visse o vazio da saudade inundado de castanho.

Olhei pra trás antes de bater a porta e sabia que não encontraria você.
Mesmo assim, olhei.

Só pra ter certeza que, a partir de então, você viria comigo.
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4 comentários:

Marcia Duarte disse...

Penso que a dor da despedida, da saudade, da falta, embora dolorosa, nos dá a certeza de que amamos e fomos amados. Ela é sentida por aqueles que de alguma forma se doaram. Quem foi leva um pedacinho de nós. Nós que ficamos ... Bom, nós temos as lembranças que de algum forma acalantam nossa dor.
Beijos

Estava sentido falta dos seus escritos.

César Moreira disse...

Um desfecho e tanto como este, só poderia vir de quem - no uso das palavras - expõe seus sentimentos com autenticidade ! Quando escrevemos com emoção e verdade as palavras fluem e se encarregam - autonomamente - de nos traduzir.

Matheus disse...

Mt lindo!
eh sempre bom ler td que vc escreve dri!
Eh realmente emocionante!

Te amuh!

juliana disse...

Tia,
ainda sinto muita a falta dele choro quase todas as semanas, antes, quase todo dia...nao consigo esquecer aquele sorriso, sonho com ele...
amo muito ele e choro ao saber que naum esta mais aqui, choro a nao ver o velhinho sentado na cadeira lendo o seu jornal e tomando sua agua....
sinto muito a sua falta, mas nao sei como parar de chorar, e ver que nao da mais pra voltar... ai choro, nao consiguo parar de chorar...